Entrevista

28/03/2018


Essa semana trazemos o Diego Dias, atualmente trabalhando na parte de pesquisa e desenvolvimento para indústria de Petróleo e Gás e desenvolvemos máquinas/ensaios um laboratório da UFRJ. Uma área diferente no mercado, confira esse novo horizonte para explorar na entrevista de hoje.

  • Por que escolheu automação?

    Quando eu estava no segundo ano do ensino médio, já faz um tempo (risos), eu acompanhava o guia do estudante. Comecei a ler sobre, tinha feito testes vocacionais e já me apontavam para área de exatas, mas ainda não sabia qual engenharia. Estava entre elétrica, mecânica e automação. Comecei a estudar o curso e ver as áreas de atuação. Foi lendo artigos que fiquei fascinado com a área de atuação da automação, que seria integrar e trabalhar com robótica. Engraçado que depois eu demorei 4 semestres para mexer em um robô (risos), mas pensando nos AGVs (auto-guided vehicles) da primeira fase, que não deixava de ser um robô, foi onde eu me foquei mesmo, queria trabalhar com robôs.

  • Como era seu dia a dia no curso? Saía muito? Estudava muito?

    Eu morava perto de faculdade, meus pais são professores universitários. Inclusive, meu pai foi meu professor e se aposentou faz pouco tempo. Ele dava a disciplina de EMC5301. No início era casa, faculdade, casa mesmo. Morava realmente muito perto, se a aula era 13:30, de bicicleta eu saia 13:25.. Eu tentei focar mais sozinho, mas depois vi que isso não funciona, de verdade. Aos poucos eu percebi que precisava interagir mais e depois de participar da monitoria acho que foi um divisor de águas. Comecei a estar mais tempo na faculdade, e com estágios mais ainda. No fim, acabava voltando para casa só para almoçar e dormir. Eu fiz tudo o que eu quis, desde todas as áreas que percorri, até todas as viagens e planos durante o ano. Teve uma vez que luxei o ombro lutando judô na UFSC, ai não teria condições de ir na aula e inventei de fazer um work experience no meio do curso. Fui trabalhar de lift operator e garçom durante 4 meses, brinco que fui ser escravo nos Estados Unidos. No fim, a UFSC estava em greve também, resolvi trancar e fazer algo diferente. Acertar o inglês ou fazer dinheiro, tudo fez parte.

  • Você fez parte de alguma atividade extra-acadêmica, durante a graduação?

    Sim, participei de áreas bem distintas entre si. No segundo semestre já fui monitor de Introdução a Engenharia, onde curti muito a parte de integração com a galera e programação. Depois fui para o projeto ROBOTURB, entrei na equipe de software e tive um treinamento de C e C++, e o mesmo do S2i. Depois segui pro PRH-34/aciPG, que trabalhei com óleo e gás, fiz algumas disciplinas a mais.. E ainda trabalhei com instrumentação e microcontrolador e na Alemanha com visão computacional, já uma área diferente do que o curso oferece.

  • Quais matérias achou mais complicado na faculdade? Possui alguma história engraçado com algum professor?

    Disciplina difícil foi com o professor Julio, realimentados estudei muito.. Teve uma história engraçada sim! Uma vez já tinham passado as provas, mas ainda tínhamos que entregar o trabalho de tornar um controlador da Allen-Bradley. Viramos a noite, íamos ali no Space Food comprar um lanche, dormindo praticamente no laboratório de controle, lendo manual e tentando tunar um controlador, e no final deu tudo certo. Lembro de muitas vezes avisar em casa "olha, hoje vou chegar tarde" e às vezes nem chegava.. Foram algumas viradas, mas essa daí foi bem complicada. Digo assim, é um divisor de águas. Depois que você passa de realimentados, por mais que as disciplinas continuem difíceis, você já começa a encaixar mais os conceitos. Eu sempre me relacionei bem com os professores muito pelo fato de ter pais professores. Minha mãe de economia na UFSC e meu pai de engenharia mecânica também na UFSC, então sempre olhei a profissão com muito respeito. E estudo foi sempre no "tamo junto", mesmo estudando em casa também, tentamos ao máximo reunir a galera.

  • Existe algo que se arrependa na época de graduando?

    Acho que como calouro me arrependo de ter entrado muito no "salto alto"(gíria do futebol), sempre me achando bom aluno e que poderia fazer sozinho. Hoje eu já entraria chamando a galera para estudar junto.. Foi uma queda boa para crescer e me formar como ser humano.

  • Há algo que você mais se orgulha?

    Coisas que eu me orgulho de coração são: o curso em si e os amigos que eu fiz, que eles são pra vida. Quando a gente se encontra é como se não tivesse perdido nenhum contato, todas as coisas que eu conquistei do ponto de vista profissional e formação de pessoa, de caráter também, o curso de certa forma ajudou. Então assim, fui eleito amigo de turma, ganhei passagem pra ir até Madrid como representante brasileiro, depois fui convidado para ir a Paris no ano seguinte, e tudo isso eu consegui ver como eu comecei, pisando ali no DAS no curso de automação então eu me orgulho de tudo na verdade, mas acho que esses 3 pontos principalmente, o curso, os amigos, e as coisas que eu conquistei.

  • Você chegou a participar da organização do Linguição da Automação? Como foi essa experiência pra você?

    Organizei, fui tesoureiro da nossa edição. Estava com a turma de 09.1, fizemos em Jurerê. Foram bastante responsabilidades, de abrir conta, pagar fornecedor, sumir na festa pra esconder dinheiro.. E ainda o medo depois de voltar pra casa com tudo aquilo sem que ninguém soubesse que o carro estava lotado de dinheiro, ainda mais dinheiro dos formandos (risos). Foi divertidíssimo, uma festa muito boa, colocamos umas 4000 pessoas na festa, já bem grande.. A parte de pré evento também era muito legal, sempre no RU divulgando. Era uma galera muito boa, foi com a turma 04.2 que organizei. Até ia me formar com eles, mas a Alemanha entrou nos planos e atrasei um pouco. A experiência foi fantástica, muito bom participar, estar envolvido e ainda conhecer todo mundo e falar com muita gente.

  • Quais são suas principais funções e responsabilidades hoje no laboratório?

    Atualmente sou o líder de grupo de Controle e Automação e Instrumentação de um laboratório da UFRJ, vinculado à Metalurgia. O nome do laboratório é LNDC - Laboratório de Ensaio Não-Destrutivos, Corrosão e Soldagem. Basicamente fazemos a parte de pesquisa e desenvolvimento para indústria de Petróleo e Gás e desenvolvemos máquinas, no caso customizadas pela variação de ensaios que os clientes precisam, para caracterizações de metais, focado no pré-sal e nos problemas de Engenharia do Petróleo de modo geral. O foco é análise de materiais, ou seja, fazemos desde a caracterização não-destrutiva e ensaios destrutivos. A parte de desenvolvimento é bem ligada ao curso de automação. No caso eu presto serviço à área de Metalurgia, sendo bem interdisciplinar. Por exemplo, eu trabalho com a parte de ajustes de PIDs, desenvolvimento de controladores mais avançados, como um controle baseado em busca extremal, uma técnica avançada de controle inspirada em modulações da modulação. Também aplicamos PID, mas fazendo a parte de instrumentação, como medir temperatura, pressão, vazão, corrente, tensão. A consultoria de robótica, no caso utilizamos robôs industriais para fazer controle de alguns ensaios automatizados também é realizada, além de desenvolver muitos softwares, pois você precisa que o usuário final tenha uma interface amigável, então se acaba entregando softwares customizados. Além da parte do desenvolvimento, temos a parte de escrita de alguns protocolos, documentações de softwares, confrontação da análise com o cliente, podendo as vezes trabalhar com consultores externos, como por exemplo já trabalhei com o pessoal da Petrobrás, TechnipFMC, Galp, Statoil, entre outras. O laboratório tem uma função de instituto na verdade, não ficando atrás de institutos de pesquisa mundiais.

  • Como estão os investimentos no ambiente de pesquisa e desenvolvimento?

    Hoje, particularmente, existe uma certa dependência da regulamentação governamental para que as empresas contribuam com a área de pesquisa e desenvolvimento. Há uma lei que ordena que as empresas de Petróleo e Gás, principalmente, contribuam com cerca de 1% de seu rendimento líquido no desenvolvimento. Caracterizando um pouco onde trabalho, fica na Ilha do Fundão, ao lado do parque tecnológico que contém diversas grandes empresas e seus centros de pesquisa, então quando eles estudam e surgem alguns problemas na área que atuamos, é melhor e mais fácil para eles solucionarem ao lado do que mandarem ao exterior, onde pode demorar muito mais. Portanto, estamos numa ideia de aproximar um centro de pesquisa junto ao centro de pesquisa da própria empresa. Eles também recorrem à laboratórios de desenvolvimento de vários locais do país, mas claro que somos focados por estarmos mais próximos.

  • O que te levou para essa área um pouco diferente?

    É uma estratégia. Estou querendo montar um ferramental necessário que me dê a possibilidade de resolver qualquer outro problema, do ponto de vista de um especialista, e eu acho que é uma tendência, baseado no que tenho visto no cenário de mercado.

  • Como foi sua trajetória após a faculdade? Que caminhos te levaram para o Rio de Janeiro?

    Então, eu tinha passado para os mestrados na Alemanha, Santa Catarina e Rio de Janeiro e eu achava que precisava acertar um pouco essa formação. Falando com o pessoal da Alemanha, vi que o mestrado de lá eram as últimas fases do currículo de automação, então eu pensei: vou voltar pro Brasil, porque lá é um mestrado acadêmico então vai desenvolver a parte de pesquisa, e como já tinha estudado na UFSC, optei em mudar para o Rio de Janeiro. Foi bem difícil, trocar de instituição, porque tem outro ritmo, outra filosofia, outro jargão, mas foi legal ter vindo pro Rio porque eu vi outras coisas. Tinha claro um fator de apoio da minha família, meu irmão estava aqui então acabou facilitando a escolha, ou voltava pra minha família em Santa Catarina ou ia pro Rio. Exatamente durante o curso de mestrado, um colega falou que estava precisando de um engenheiro de controle e automação no laboratório e me perguntou se eu queria ir trabalhar, então entre bolsa e emprego e ainda assim podendo me envolver na área, era a cereja do bolo. Não pensei duas vezes e escolhi a bolsa. Foi ai que eu desenvolvi a minha tese de mestrado em desenvolvimento de controle de máquina de fadiga para trabalhar em alta pressão e meio corrosivo, e aí foi perfeito porque você sai de um meio acadêmico e começa a ver um processo de trabalho e podendo fazer mestrado. Como estou do lado da universidade hoje, também optei por não perder tempo e me inscrevi no doutorado, mas estou um pouco fora do tema que trabalho atualmente, junto com o prof. Ramon Costa do programa de Eng. Elétrica, trabalhando com Sistemas Autônomos. Comecei ano passado, na metade do ano, e estou terminando as cadeiras agora.A grande sacada do doutorado é propiciar uma capacidade de lidar com outros tipos de problemas.

  • Como você se vê daqui à alguns anos? Pretende continuar nesta área? Fazer o que da vida?

    Eu me vejo atuante na indústria. É um ferramental para resolver problemas na indústria, então me vejo coordenando grupos, passando conhecimento.. Eu sempre defendi muito esse conceito de “knowledge transfer” então, transferir conhecimento, passar adiante, e formar pessoas, eu estou me formando para formar outras pessoas, essa que é a grande sacada.

  • Teria alguma dica (pulo do gato) para alguém recém formado que queira seguir na mesma área que você, se dar bem?

    Eu acho que é ler bastante e estar sempre programando para poder gerar resultados e ter um olhar crítico para o que você está fazendo, além de saber pesquisar, hoje é inevitável. Falar com as pessoas, ir para congressos, se não conseguir ir, fazer uma videoconferência, ser curioso. Apesar de eu estar na área de pesquisa, eu trabalho bastante com engenharia mesmo. Eu costumo brincar que eu faço engenharia de verdade, por exemplo, chegaram e falaram “Diego, eu tenho essa máquina, controla”, então eu tive que estudar hidráulica, todas as operações, e então juntar, qual o lugar que eu posso fazer isso na indústria? Não tem muitos. E mexendo com carga de 10 toneladas, frequências altíssimas, então fica bem exposto sim a um problema real de engenharia. Então tem que estar no âmbito de que não é só publicar artigo, você tem que agregar valor ao produto que você está gerando, então hoje a gente vende ensaio e isso agrega valor ao laboratório, mantém técnico, engenheiro, pesquisadores então é bem legal nesse aspecto. Então acho que uma terceira dica é essa, agregar valor ao que você faz. É muito legal assim, pra quem é apaixonado por ver o funcionamento do sistema. Por exemplo, você tem uma caixa-preta, você aplica o sinal, você identifica, bola uma lei de controle e ai você impõe o comportamento que você planejou, é fantástico.

  • Muitos alunos dizem que o curso dá uma visão ampla, mas superficial de muitas áreas do conhecimento. Você concorda com isso? Acha isso positivo ou negativo?

    Para mim é muito positivo, com certeza! Eu defendo muito o curso da UFSC, pois esta abordagem é muito forte. Ou seja, quando o aluno termina o curso ele está apto a atuar em muitas áreas, conseguindo enxergar a interdisciplinaridade facilmente. A grade curricular que a gente tinha tendia o aluno conhecer as diversas áreas de atuação. Portanto, o saldo da graduação é você ver o mundo, e depois que sente afinidade com uma disciplina ou área, aí você pode especializar. Por exemplo, cada centro de pesquisa tem um foco, e você pode, a partir do conhecimento múltiplo, chegar nas outras instituições e se defender muito bem no conhecimento. Outro fato é que o pessoal que entra no curso são muito bons. Eu estudei com três turmas, fiz uma disciplina avançada com a turma 03.1. Quando entrei no semestre 03.2, acabei atrasando um pouco e fiz muitas matérias com a 04.1, onde até fui monitor de Introdução à Engenharia, com o prof. Cury e o prof. Jean-Marie. Como fui pra Alemanha e fiquei um bom tempo lá, acabei fazendo mais matérias com a turma 04.2 e 05.1, e em todas as turmas que passei, o nível dos alunos era muito alto, sendo super competentes, dispostos à ajudar, interagindo sempre que possível... imagino que este clima ainda continue no departamento.

  • Você viu apoio do DAS (professores) aos alunos ao longo do curso nos momentos de buscar bolsas, estágios, informações sobre o mercado?

    Ao DAS, só tenho gratidão. Admiro muito todos eles, de coração. No começo, eu estava um pouco desanimado, com bastante dificuldade. Professores Cury e Jean Marie chegaram para mim sugerindo assumir a monitoria que seria um diferencial e realmente foi. Depois tive outras dificuldades.. Sentei com o professor Camponogara, me deu todas as orientações e consegui! Depois o professor Stemmer me inseriu no ROBOTURB. Entrei no processo seletivo do PRH-34 graças ao professor Agustinho (in memoriam) e o Julio, que sempre me deram muito apoio. Todo sempre foram bons conselheiros. Realmente, foram professores que tiveram impacto forte na minha formação em como se portar no meio profissional. Exemplo: falei com o professor Agustinho que queria participar de uma competição no IBP, que hoje sou membro do comitê jovem. Ele me perguntou o que era, eu tinha que escrever um tema, dissertação, sobre óleo e gás, defender e se ganhar ia representar o Brasil no 19º congresso mundial de petróleo e gás. Ele me apoiou, ajudou, corrigiu e mandamos, sem nenhuma expectativa.. Um mês depois eu tinha sido selecionado entre os 3 melhores! Fui atrás do professor Julio, pedindo aquele apoio e ele já me deu a passagem, peguei o reembolso depois e fui defender, ganhei a viagem e mais a bolsa do congresso. Falei com o Julio que estava caro ficar na europa, ia para Madrid e sabia que iria ser complicado ficar lá.. Ele já me falou que tinha verbas do prh para me acompanhar. Logo que voltei, terminei minhas disciplinas, acabei o estágio e já fui pro professor Stemmer pedindo sobre experiências fora. Entrei em processo seletivo para Alemanha, fui aprovado.. O Das para mim é fantástico. O Marlos, secretário, era fantástico no ponto de vista administrativo. Você chegava lá com qualquer problema, era só explicar para ele que entrava no sistema, sempre disposto, e já resolvia. Não sei como está hoje, principalmente na parte de recursos que considera a condição do Brasil, mas acho que com todos que entraram e se formaram comigo o departamento sempre apoiou muito em diversos níveis. Também é preciso querer e correr atrás, sempre colocar a cara pra tapa e aí as coisas vão sendo construídas. Não é o curso que forma o profissional, mas sim o profissional que através do curso se forma. Se joga, conhece, fala com as pessoas, que você vai longe.

  • Como foi a escolha do PFC? Chegou a fazer fora do país?

    Fiz PFC Na Alemanha, no WZL, Laboratório de Máquinas-Ferramenta e Engenharia de Produção da Universidade Técnica da Renânia do Norte-Vestfália/Vestefália em Aachen (RWTH - Aachen). Quando entrei na automação eu já sabia da oportunidade de fazer pfc fora. As opções eram na área de controle, que ia para França, ou você ia para parte de automação. Queria trabalhar com uma área diferente que na época não tinha no curso, visão computacional. Foi onde que decidi começar o contato com o professor Stemmer, já fui estudando alemão e me preparei para ir para Alemanha durante a graduação.

  • Você acha que o engenheiro de controle e automação saído da UFSC está pronto para enfrentar o mercado de trabalho? Acredita que há que complementar o conhecimento em alguma área diferente?

    Eu acho que hoje tem que ter um diferencial, um MBA talvez... não precisa ser na área, pode ser na parte de business, um mestrado, vai ser um diferencial. Eu escutei uma vez de uma recrutadora, porque eu sempre fui muito receoso de que eu tenho um mestrado, será que eu vou ser podado, ter esse receio que é muito acadêmico, e ela me falou que é um diferencial. Eu quis ir além então eu acho que a pessoa tem que estar o tempo todo se atualizando, isso é fato. Eu acho que tem que ter noção de onde você quer ir e como eu posso ser diferente. Lá na frente, pensar que eu tenho um diferencial, como eu agrego esse valor à minha carreira, se eu sou comunicativo, então talvez investir na parte de liderança, na parte de expressão. Tem vários perfis, seja o melhor naquilo que você desenvolve, não compare com os outros, mas agregue valor a tua profissão nesse sentido. Não fique esperando acontecer, é o que eu te falei, você faz o curso, e você faz a tua carreira. Por exemplo, tem colegas meus que viram “Sou de finanças, vou ser um auditor da receita” e o que aconteceu: eles pegaram toda aquela bagagem matemática de análise sistêmica e aplicou em outra área.. tenho um conhecido que está no Banco Central e ele falou que está aplicando leis de controle em modelos econômicos.

  • Que recado/recomendações você passaria para um calouro que está entrando na universidade agora?

    Tente aprender bem as matérias básicas. Você pode achar que não é importante, mas te desenvolve um ferramental de pensar, não vai ser apertar o botão, depois trabalhar juntos, e se expor eu diria, a querer conhecer, se um professor falou que existe tal coisa, e isso te interessa, corre atrás. Eu tive muita dificuldade no começo de programar, então eu corri atrás de programação. Teve um semestre que eu estava fazendo Assembly, C, C++ e Java, era Microcontroladores com o professor Werner, C com o professor Rômulo, fiz C++ no ROBOTURB e ainda puxei uma cadeira da informática de orientação a objeto (Java) com a professora Marta, porque eu achava que tinha que acertar isso. Depois disso facilitou para resolver os problemas ao longo do curso. Queria ver uma coisa nova, então fui para a Alemanha aprender um novo idioma, estar exposto a outra cultura, modos diferentes de trabalho, uma outra visão computacional totalmente diferente, e tem que se virar.

Mensagem Final aos estudantes

Primeiramente eu diria que o teu sonho é do quanto você deseja chegar, ou seja, até onde você deseja chegar! O curso te dá a possibilidade para sonhar alto, te dá o ferramental para sonhar alto, e aproveite muito, porque dá saudade